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A 30ª edição da Portojoia – Feira Internacional de Joalharia, Ourivesaria e Relojoaria vai juntar na Exponor as grandes marcas internacionais e o talento de novos criadores assim como técnicas tradicionais. O evento que tem este ano como tema “Roots and Wings”.

Segundo Carla Maia, Diretora de Marketing da Exponor Exhibitions, “queremos que esta edição se diferencie de todas as outras. Não só porque comemoramos 30 anos, mas porque sentimos que o setor da joalharia portuguesa se encontra numa dinâmica de constante evolução e adaptação que merece e deve ser divulgada. Com o mote escolhido, pretendemos valorizar as marcas tradicionais ao mesmo tempo que damos visibilidade às gerações de designers mais recentes”.

Este ano, a Portojoia regressa à Exponor com uma edição que vai estar dedicada ao passado e ao futuro da joalharia portuguesa. A feira decorre de 26 a 29 de setembro, este certame é a principal montra ibérica de joalharia, ourivesaria e relojoaria, vai homenagear as raízes do setor e fazer a ligação entre o tradicional da arte e a visão design moderno. Vão estar presentes 150 expositores, serão destacadas algumas das técnicas tradicionais da joalharia portuguesa e outras inspirações multiculturais que se projetam globalmente.

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LA Lechuga, a Custódia da Igreja de Santo Inácio de Bogotá (Colômbia) é um tesouro da arte barroca mundial. Encomendada em 1700, pelos jesuítas do então Novo Reino de Granada, a um ourives local de origem espanhola, José de Galaz, demorou sete anos a ser concluída.

Está exposta no Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa. La Lechuga, é uma das obras de ourivesaria mais ricas e famosas da Colômbia, pode ser visitada na sala do Teto Pintado até dia 3 de setembro.

Esta obra de arte é conhecida como «La Lechuga» (a alface) devido ao verde intenso gerado pelas 1486 esmeraldas, que brilham em torno de um topázio brasileiro, 62 pérolas de Curaçau, 168 ametistas da Índia, 28 diamantes africanos, 13 rubis de Ceilão (Sri Lanka) e uma safira do Reino de Sião (hoje, Tailândia) – um total de 1759 pedras preciosas encastradas numa peça de ouro de 18 quilates.

Uma peça “extraordinária, única no panorama da ourivesaria latino-americana”, classifica-a Luísa Penalva, conservadora de ourivesaria da instituição. “O Museu de Arte Antiga também tem custódias–joias, mas esta foi feita quase 50 anos mais cedo do que as do museu e tem uma particularidade fantástica: tem uma cor, o verde da esmeralda que é a pedra da Colômbia. As duas custódias do museu, a da Bemposta e a de São Vicente de Fora, são mais tardias, já de meados do século XVIII”, explica Luísa Penalva. E, continua a conservadora, “é muito interessante perceber que teve um percurso parecido com algumas peças de arte portuguesa que, com a expulsão dos jesuítas [“em 1759, número das pedras preciosas da custódia Colômbia”, notou António Filipe Pimentel] e das ordens religiosas [em 1834] também foi escondida, com várias histórias míticas dizendo que esteve enterrada, guardada nos locais mais díspares. As nossas peças também tiveram este lapso de umas décadas cujo paradeiro era desconhecido.”

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Além de expor as coleções de ambos os designers, a loja será um espaço de experiência – The Jewellery Experience, em que os visitantes poderão assistir à manufatura das peças ao vivo e participar na própria criação e personalização das suas peças.

Diogo Dalloz e Ni Romiti, designers brasileiros de joias, afirmam-se cada vez mais no mercado português com a recente abertura de uma loja-atelier de joalharia contemporânea, na baixa do Porto, As Galerias Lumière são a nova morada destes dois  jovens criadores que apostam assim no crescimento da marca, que além de ponto de venda, acolhe também o atelier criativo.

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O mercado de diamantes de laboratório é uma opção mais barata, mais ecológica e eticamente correta, defendem alguns cientistas.
Diamantes e micro-ondas parecem, à partida, palavras que não estariam de mãos dadas na mesma frase. Mas, a verdade é que, graças ao avanço da tecnologia. Vários grupos de cientistas estão a utilizar o eletrodoméstico que faz parte da cozinha da maioria dos portugueses para o fabrico de diamantes “perfeitos”.

O método mais usado é o Chemical Vapor Depositionm (CVD), que significa Deposição por Vapor Químico. Essa técnica surgiu no ano de 1982.

Esse método funciona da seguinte forma: Um forno em temperatura alta – média de 800ºC até 1.000ºC – contém um tubo de quartzo, o qual uma das extremidades, libera o gás químico através de uma mangueira, junto à base do carbono, misturado a hidrogênio ou algum outro gás de reação. O gás, quando submetido ao calor, passa por uma alteração química, que acaba por decompô-lo em moléculas, incluindo átomos de carbono depositados, formando o diamante.

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 O resultado estará em exposição no Tincal Lab, no Porto, de 10 de novembro a 31 de dezembro. É ja a quarta edição do Desafio Tincal Lab, este ano  convidou joalheiros de todo o mundo a criarem peças sob o tema “Joalharia e Tecnologia”. Depois de nas ediçõs anteriores incluirem temas como a “Joalharia e Arquitetura”, “Joalharia e Cinema” e “Joalharia e Música”.

A palavra tecnologia deriva do grego techni (técnica, arte, ofício) e logia (estudo, razão).

Hoje em dia é quase impossível dissociar o termo tecnologia do universo digital, mas no passado a roda foi a tecnologia mais avançada do seu tempo e a escrita, com que hoje em dia raramente interagimos sem o recurso a um monitor, uma inovadora ferramenta de comunicação.

A própria joalharia tem também evoluído ao longo dos tempos. Se no passado a fundição por ceras perdidas terá revolucionado a produção em série, hoje em dia, a impressão 3D ou o corte a laser permitem desenvolver peças com formas ou em materiais antes impensáveis, permitindo, através da técnica, levar também a arte a um outro nível.

Seremos capazes de imaginar como será a joalharia daqui a cem anos?

Um dos requesitos pedido aos joalheiros foi para que criassem até três peças, com o preço máximo de 100 euros, inspiradas no tema. Em resposta a esse desafio, mais de 40 joalheiros de 20 países diferentes criaram quase 100 peças exclusivas.

J Ú R I

Ana Pina (Portugal) | representante Tincal lab

Arquitecta de formação (FAUP, 2004), trabalha alguns anos nesta área antes de descobrir o mundo da joalharia. Desenvolve uma marca em nome próprio desde 2012, depois de uma formação na Escola Engenho e Arte. Em 2015 funda o Tincal lab, espaço de trabalho, exposição e dinamização da joalharia contemporânea, no centro do Porto.

 

Áurea Praga (Portugal) | representante Joalharia

Dedica-se à joalharia e ilustração, cruzando estas áreas. Pós-Graduada em Design de Joalharia e Mestre em Design, ambos na ESAD Matosinhos; licenciada em Design de Comunicação, pela FBAUP. É actualmente Coordenadora do Departamento de Joalharia e Docente na ESAD Matosinhos desde 2016.

 

Tauan Bernardo (Brasil) | representante Tecnologia

Apaixonado pelas novas tecnologias, designer e maker, foi proprietário de uma agência de design de produto durante 8 anos desenvolvendo equipamentos de tecnologia. Foi director do Garagem FabLab, em São Paulo e professor no IED. Está actualmente sediado no Porto, onde se dedica à consultoria, colabora com FabLabs e dá aulas na Porto Design Factory.

 

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Eventos Portugal

Continuando um esforço pela afirmação internacional, pela criatividade e design, a joalharia portuguesa vai marcar presença na Sieraad Art Fair, em Amesterdão, de 8 a 11 de novembro. De Portugal, voam nove jovens designers à procura de novas oportunidades no mercado europeu, naquela que será a maior participação da joalharia portuguesa neste evento, que já não é novo e já conta com 17 edições.
Aqui ficam alguns dos designers presentes nesta feira: Ana Bragança Jewellery Design, Ana João Jewelry, Bruno da Rocha – Jewellery, Cecília Ribeiro – Jewelry & Contemporary Design, Diogo Dalloz, Joana Santos l Joalharia de Autor, MATER jewellery tales, Telma DA e Sopro Jewellery.

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