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LA Lechuga, a Custódia da Igreja de Santo Inácio de Bogotá (Colômbia) é um tesouro da arte barroca mundial. Encomendada em 1700, pelos jesuítas do então Novo Reino de Granada, a um ourives local de origem espanhola, José de Galaz, demorou sete anos a ser concluída.

Está exposta no Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa. La Lechuga, é uma das obras de ourivesaria mais ricas e famosas da Colômbia, pode ser visitada na sala do Teto Pintado até dia 3 de setembro.

Esta obra de arte é conhecida como «La Lechuga» (a alface) devido ao verde intenso gerado pelas 1486 esmeraldas, que brilham em torno de um topázio brasileiro, 62 pérolas de Curaçau, 168 ametistas da Índia, 28 diamantes africanos, 13 rubis de Ceilão (Sri Lanka) e uma safira do Reino de Sião (hoje, Tailândia) – um total de 1759 pedras preciosas encastradas numa peça de ouro de 18 quilates.

Uma peça “extraordinária, única no panorama da ourivesaria latino-americana”, classifica-a Luísa Penalva, conservadora de ourivesaria da instituição. “O Museu de Arte Antiga também tem custódias–joias, mas esta foi feita quase 50 anos mais cedo do que as do museu e tem uma particularidade fantástica: tem uma cor, o verde da esmeralda que é a pedra da Colômbia. As duas custódias do museu, a da Bemposta e a de São Vicente de Fora, são mais tardias, já de meados do século XVIII”, explica Luísa Penalva. E, continua a conservadora, “é muito interessante perceber que teve um percurso parecido com algumas peças de arte portuguesa que, com a expulsão dos jesuítas [“em 1759, número das pedras preciosas da custódia Colômbia”, notou António Filipe Pimentel] e das ordens religiosas [em 1834] também foi escondida, com várias histórias míticas dizendo que esteve enterrada, guardada nos locais mais díspares. As nossas peças também tiveram este lapso de umas décadas cujo paradeiro era desconhecido.”

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